A amamentação e o trabalho informal: a vivência de mães trabalhadoras
Résumé
Introdução: Esse estudo teve como objetivo compreender como as mulheres trabalhadoras informais vivenciam a amamentação. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem qualitativa, realizado em duas unidades básicas de saúde da família, no município de Nilópolis. As participantes foram treze trabalhadoras informais com idade entre 19 e 56 anos, em sua maioria manicures (24%), que vivenciaram a prática do aleitamento materno. Utilizou-se entrevista semiestruturada e para análise foi empregada a análise de conteúdo. Resultados: Emergiram das falas três categorias temáticas: a informalidade do trabalho e suas implicações para o aleitamento materno; reconhecimento da importância do leite materno para a saúde da criança; uso de estratégias para manutenção do aleitamento materno. Discussão: O fato de mulher ter que retornar ao trabalho antes do quarto mês de vida da criança leva à separação por um período prolongado da mãe e da criança e, consequentemente, favorece o desmame precoce. No entanto, as mulheres do estudo consideraram o aleitamento materno algo importante para a saúde de seu filho e relataram o uso de algumas estratégias para manter essa prática, mesmo diante das dificuldades. Considerações finais: É importante que a enfermagem investigue, discuta e planeje formas de oferecer suporte às mães que são trabalhadoras informais, tendo em vista prestar uma assistência de acordo com suas necessidades. Para isso, o profissional deve acompanhar esta população desde o pré-natal, com acolhimento e escuta do seu cotidiano e como ela pretende conciliar o seu trabalho com a amamentação, auxiliando na resolução de possíveis dificuldades.
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