Editorial independente contemporâneo: analisando o design de quatro livros paulistanos
Résumé
Na década de 2010 na capital paulista, polo nacional do mercado livreiro, há uma acentuada presença de produtores culturais e midiáticos autodeclarados – e validados por seus pares – como “independentes”. A nomenclatura é adotada como uma espécie de manifesto que qualifica atividades artísticas de diversas áreas como música, cinema, artes gráficas e do corpo. Dentro deste rol de qualitativos, encontram-se as editoras de livros independentes. O presente artigo tem por objetivo discutir suas produções gráficas, a partir da análise visual de quatro exemplares icônicos encontrados em feiras de livros independentes. Apresenta-se o surgimento e as definições que constelam esse nicho, seus agentes e modus operandi, a cultura das feiras de publicações, e avalia-se como a informação é formatada graficamente em um artefato tão emblemático para o design: o livro. Os resultados são frutos da correlação entre a análise crítica do contexto e das obras selecionadas, fundamentada na revisão de literatura específica editorial, com observações in loco de eventos e feiras de livro, e entrevistas realizadas com agentes integrantes desse mercado. Em formato análogo ao “livro-objeto”, porém dentro de uma lógica comercial, o design gráfico dos livros selecionados se torna parte da narrativa e convoca novas funções para além da leitura utilitária.
Citer ce document
Accès au document
Texte intégral en lecture en ligne, réservé aux abonnés SPHAERO et aux membres de l'institution. Se connecter
Voir l'article sur le site de la revueStatistiques
Consultations : 1
Téléchargements : 0